

Ela começa na Alameda Casa Branca, com prédios residenciais e sobradinhos comerciais, e termina na movimentada Avenida Doutor Arnaldo, em meio a um trânsito caótico. Bem no centro desse caminho de quase três quilômetros, principalmente entre as ruas Melo Alves e Padre João Manuel, a Oscar Freire ganha outros ares. Quem caminha por esse trecho consegue entender porque ela ficou conhecida como a oitava rua mais luxuosa do mundo: são quase 900 metros de muito glamour, com lojas de artigos chics e restaurantes badalados, que poderiam estar em qualquer uma das famosas avenidas de Nova York ou Paris.
A Oscar Freire, que no passado já se chamou rua São José e alameda Iguape, está localizada na divisa de dois bairros da capital paulistana: o Jardim América e o Jardim Paulista. Ganhou esse nome em 1923 em homenagem ao médico baiano Oscar Freire de Carvalho. Durante o século 19, era uma região tomada por chácaras. A urbanização teve início no começo do século 20, mais especificamente em 1912 quando a Companhia City, empresa inglesa que planejou diversos bairros de São Paulo, comprou e loteou terrenos na área. Mas os dias de glória viriam bem depois, por volta dos anos 1960, muito por conta do sucesso e importância de uma de suas transversais: a rua Augusta, que foi residência das melhores lojas de São Paulo até a metade dos anos 1970.
Com a decadência da Augusta, a Oscar Freire foi ganhando força até chegar aos anos 1980 como a rua mais badalada da cidade. Jornais da época destacam o local como ponto de encontro de políticos e empresários à procura de restaurantes sofisticados e de jovens new wave, que circulavam pelas casas noturnas da região. Mas um fator crucial para a rua atingir o seu potencial cosmopolita foi a abertura das importações no Brasil no início dos anos 1990. Com ela, a rua começou a receber as maiores grifes do planeta – a joalheira Mont Blanc, por exemplo, abriu suas portas por lá em 1995. A partir daí, a rua virou o endereço obrigatório dos maiores estilistas brasileiros e acabou se transformando em um reduto de grifes, hotéis, restaurantes e cafés de primeira linha.
Hoje, com tanto crescimento, não se fala mais apenas na rua Oscar Freire. “Já trabalhamos com a região da Oscar Freire, que compreende o quadrilátero que vai da avenida Rebouças à alameda Casa Branca, e da alameda Tietê à rua Estados Unidos”, explica Rosangela Lyra, presidente da Associação dos Lojistas da Oscar Freire, que tem 120 estabelecimentos associados, entre os mais de 400 pontos comerciais existentes na região. Em 2006, o trecho entre a rua Melo Alves e Padre João Manuel passou por obras de revitalização que custaram 8 milhões de reais – divididos entre a prefeitura do município, uma empresa patrocinadora e lojistas. Com a mudança, esse pedaço ganhou uma nova calçada – mais larga e com direito a bancos e painéis de localização – e os fios e postes elétricos desapareceram. “Após as obras, o número de pessoas que circulam pela região mais do que dobrou. Não há dúvidas de que a Oscar Freire tem glamour de sobra – todas as lojas mais importantes do mundo da moda que são comercializadas no Brasil estão instaladas ali. Mas o melhor é perceber que o luxo ali vai além das vitrines estreladas. “Sem dúvida, é um lugar especial. É divertido observar os tipos, um mais diferente do que o outro, que circulam por ali. Tem de tudo: mulher com carrinho de bebê, fashionistas, senhoras bem arrumadas”, conta Helô Rocha. Por isso mesmo, caminhar pela Oscar Freire, parar para tomar um cafezinho gourmet e admirar as vitrines se tornou programa obrigatório para quem gosta do que é bom, bonito e bacana – de ver e de comprar (claro!).
A Oscar Freire, que no passado já se chamou rua São José e alameda Iguape, está localizada na divisa de dois bairros da capital paulistana: o Jardim América e o Jardim Paulista. Ganhou esse nome em 1923 em homenagem ao médico baiano Oscar Freire de Carvalho. Durante o século 19, era uma região tomada por chácaras. A urbanização teve início no começo do século 20, mais especificamente em 1912 quando a Companhia City, empresa inglesa que planejou diversos bairros de São Paulo, comprou e loteou terrenos na área. Mas os dias de glória viriam bem depois, por volta dos anos 1960, muito por conta do sucesso e importância de uma de suas transversais: a rua Augusta, que foi residência das melhores lojas de São Paulo até a metade dos anos 1970.
Com a decadência da Augusta, a Oscar Freire foi ganhando força até chegar aos anos 1980 como a rua mais badalada da cidade. Jornais da época destacam o local como ponto de encontro de políticos e empresários à procura de restaurantes sofisticados e de jovens new wave, que circulavam pelas casas noturnas da região. Mas um fator crucial para a rua atingir o seu potencial cosmopolita foi a abertura das importações no Brasil no início dos anos 1990. Com ela, a rua começou a receber as maiores grifes do planeta – a joalheira Mont Blanc, por exemplo, abriu suas portas por lá em 1995. A partir daí, a rua virou o endereço obrigatório dos maiores estilistas brasileiros e acabou se transformando em um reduto de grifes, hotéis, restaurantes e cafés de primeira linha.
Hoje, com tanto crescimento, não se fala mais apenas na rua Oscar Freire. “Já trabalhamos com a região da Oscar Freire, que compreende o quadrilátero que vai da avenida Rebouças à alameda Casa Branca, e da alameda Tietê à rua Estados Unidos”, explica Rosangela Lyra, presidente da Associação dos Lojistas da Oscar Freire, que tem 120 estabelecimentos associados, entre os mais de 400 pontos comerciais existentes na região. Em 2006, o trecho entre a rua Melo Alves e Padre João Manuel passou por obras de revitalização que custaram 8 milhões de reais – divididos entre a prefeitura do município, uma empresa patrocinadora e lojistas. Com a mudança, esse pedaço ganhou uma nova calçada – mais larga e com direito a bancos e painéis de localização – e os fios e postes elétricos desapareceram. “Após as obras, o número de pessoas que circulam pela região mais do que dobrou. Não há dúvidas de que a Oscar Freire tem glamour de sobra – todas as lojas mais importantes do mundo da moda que são comercializadas no Brasil estão instaladas ali. Mas o melhor é perceber que o luxo ali vai além das vitrines estreladas. “Sem dúvida, é um lugar especial. É divertido observar os tipos, um mais diferente do que o outro, que circulam por ali. Tem de tudo: mulher com carrinho de bebê, fashionistas, senhoras bem arrumadas”, conta Helô Rocha. Por isso mesmo, caminhar pela Oscar Freire, parar para tomar um cafezinho gourmet e admirar as vitrines se tornou programa obrigatório para quem gosta do que é bom, bonito e bacana – de ver e de comprar (claro!).

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